← Todos os artigos

Como saber de onde vêm os clientes da sua empresa

Capa do artigo: Como saber de onde vêm os clientes da sua empresa

Para saber de onde vêm os clientes da empresa, pergunte a origem no primeiro contato, anote-a em uma planilha com a data do pedido e a etapa em que ele está, e revise o registro uma vez por mês. Assim você separa o canal que traz contato do canal que traz proposta e contrato.

Origem do cliente é a resposta à pergunta “como o senhor nos encontrou?”, feita e anotada quando o pedido de orçamento chega. Pode ser indicação, cliente antigo, anúncio, busca no Google, rede social, visita ou evento. Não é palpite nem memória do fim do mês: é um registro feito na hora.

Em empresa de serviço técnico B2B, o caminho do pedido ao contrato costuma passar por visita, levantamento e orçamento. Sem registro, cada etapa dessa jornada fica na memória de alguém, e a empresa decide onde investir com base na impressão de quem atendeu. Contato não é cliente, e só o registro mostra a diferença.

Por que é difícil saber de onde vêm os clientes?

Quatro falhas aparecem com frequência:

  • Origem lembrada de memória: no fim do mês ninguém sabe dizer, com segurança, como cada cliente chegou.
  • Relatório que para no contato: o relatório de anúncios mostra cliques, mensagens e formulários, mas não mostra quem recebeu proposta nem quem fechou contrato.
  • Registro espalhado: pedidos chegam por telefone, WhatsApp, e-mail e visita, e cada um fica em um lugar.
  • Ninguém é dono do registro: cada pessoa anota do seu jeito, ou não anota, e a lista nunca fecha.

O canal que mais gera contatos não é, necessariamente, o que mais gera clientes. Para ver essa diferença, o registro precisa ir do pedido até o resultado, e é isso que os passos a seguir organizam.

Como registrar a origem dos clientes na prática

1. Defina o que conta como pedido de orçamento

Antes de anotar, combine o que entra na lista: toda solicitação de orçamento, visita ou conversa sobre um serviço, por qualquer canal. Pedidos de informação sem intenção de contratar ficam de fora, para não misturar curiosidade com oportunidade.

2. Crie as cinco colunas

Uma planilha compartilhada basta para começar, sem sistema:

  • Data do pedido: o dia em que o pedido de orçamento chegou.
  • Origem: indicação, cliente antigo, anúncio, busca no Google, rede social, WhatsApp direto, evento ou “não sei informar”.
  • Etapa: a mais avançada que o pedido alcançou: pedido recebido, levantamento feito, proposta enviada ou contrato fechado.
  • Próximo passo e data: o que será feito e quando.
  • Situação: aberto, ganho ou perdido, com o motivo da perda.

A Elemento H1 tem um modelo de planilha com essas cinco colunas. Se preferir, monte a sua a partir da lista acima.

Baixar a planilha (XLSX)

3. Pergunte a origem no primeiro contato

Faça a pergunta na primeira conversa e ofereça opções simples: “Foi indicação, anúncio, busca ou cliente antigo?”. Responder com uma opção custa menos ao cliente do que explicar de memória. Se ele não souber dizer, anote “não sei informar”. Se essa linha crescer, a pergunta está sendo feita tarde ou de forma vaga.

4. Atualize a etapa a cada avanço

Duas regras evitam bagunça. Primeira: a etapa nunca volta. Quem perdeu o negócio mantém a última etapa alcançada, e a perda vai na coluna de situação. Segunda: uma pessoa é dona do preenchimento, para que a lista tenha um padrão só.

5. Revise o registro uma vez por mês

Reserve meia hora no mesmo dia de cada mês. Conte, por origem, quantos pedidos chegaram, quantos viraram proposta e quantos viraram contrato. Depois responda a três perguntas: qual origem traz mais pedidos, qual leva mais pedidos até a proposta e em qual etapa os pedidos mais param.

Com um mês de dados, a amostra ainda é pequena, e uma conclusão apressada pode enganar. Com três meses de registro, o padrão fica mais confiável. Antes disso, trate o resultado como pista, não como regra.

Exemplo aplicado: uma empresa de manutenção industrial

Este exemplo é ilustrativo e não representa um caso de cliente da Elemento H1. Os números são inventados.

Carlos é sócio de uma empresa fictícia de manutenção. Durante um mês, a equipe anota cada pedido com data, origem e etapa. No fim do mês, ele conta os pedidos por origem e compara com quantos chegaram à proposta.

Gráfico do exemplo ilustrativo, em três momentos. Durante o mês: 20 pedidos anotados, cada um com data, origem e etapa; todos os pedidos têm origem registrada. Fim do mês: anúncio, 12 pedidos e 2 propostas; indicação, 5 pedidos e 4 propostas; cliente antigo, 3 pedidos e 1 proposta; o anúncio trouxe mais pedidos e a indicação levou mais pedidos até a proposta. Revisão: Carlos anota a pergunta para o próximo mês, por que os pedidos de anúncio param antes da proposta; o registro aponta onde olhar primeiro.
Pedidos e propostas por origem em um mês.

O exemplo não garante que a indicação continuará convertendo mais nem que o anúncio deva ser reduzido. Um mês é amostra pequena: o registro mostra uma pista, e a decisão pede mais meses de dados.

Checklist: o que fazer nesta semana

  • ☐ Crie as cinco colunas e comece a preencher os pedidos novos.
  • ☐ Defina quem preenche e em que momento.
  • ☐ Inclua a pergunta sobre a origem no primeiro atendimento.
  • ☐ Anote os pedidos em aberto, com a etapa em que estão.
  • ☐ Combine as opções de origem que a equipe vai usar.
  • ☐ Marque a primeira revisão para daqui a 30 dias.

Comece pelo que já está na empresa. Isso não aumenta o número de pedidos: mostra onde a empresa deve olhar antes de decidir onde investir.

Quando vale olhar além do registro?

Se o registro mostra que muitos pedidos param antes da proposta, ou que a linha “não sei informar” não diminui, o problema pode estar fora da planilha: na qualificação dos contatos, no atendimento, no levantamento ou na própria proposta. Nesses casos, anotar melhor ajuda a enxergar, mas não resolve sozinho. É preciso olhar o caminho completo, da origem do pedido ao contrato.

Danilo Malanchino, engenheiro eletricista, especialista em marketing e empreendedor. Conheça o consultor.

Artigo anterior